Eleições 2018: programas utilizados no pleito podem ser verificados por instituições e sociedade civil

Prazo iniciado nesta sexta (6) termina em setembro, quando os programas serão assinados digitalmente e lacrados

Abertura do Código-fonte

De hoje (6) até setembro, das 10h às 18h, os programas de computador que serão utilizados no sistema eletrônico de votação em 2018 estão abertos para serem analisados e verificados. Uma estrutura foi montada no subsolo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para receber as instituições, mencionadas pela Resolução nº 23.550/2017, interessadas em participar do processo.

Podem ter acesso antecipado às informações de especificação e desenvolvimento dos códigos-fontes, os fiscais de partidos políticos e técnicos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso Nacional, da Controladoria-Geral da União (CGU), da Polícia Federal, da Sociedade Brasileira de Computação, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) e dos departamentos de Tecnologia da Informação de universidades.

O evento, que antecede à cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas, “atende a um dos principais pilares das eleições, que é dar total transparência ao sistema eleitoral desenvolvido pela Justiça Eleitoral”, explica o assessor de Apoio à Gestão da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, Elmano Alves. Ele reforça a importância da participação da sociedade civil e principalmente dos partidos políticos no processo, que geralmente tem baixa adesão.

“Com as mídias sociais, as fake news sobre fraudes e vulnerabilidade têm se espalhado. É muito importante a participação dos partidos políticos, que são os grandes interessados em fazer a fiscalização e desmistificar as inverdades. É uma oportunidade para que eles possam acompanhar e verificar se há possibilidade de vulnerabilidade ou não”, ressaltou o assessor do TSE.

Representando o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o gerente de Tecnologia da Informação da instituição, Renato Gonçalves Barros, esteve no primeiro dia da abertura do código e afirmou estar disposto a colaborar com o processo.

“A nossa intenção como uma entidade pública, uma autarquia federal, é contribuir no processo. Sabemos que a transparência é o forte e o que a gente puder ajudar para a melhoria dos sistemas, o Confea o fará”, disse.

RC/EM

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