Arquitetura do CCJE

Projetado pelo engenheiro Luiz Schreiner e construído entre 1892 e 1896, o edifício apresenta uma das mais requintadas e conservadas fachadas de estilo eclético da cidade do Rio de Janeiro. Inicialmente, foi erguido para sediar a agência central do Banco do Brasil. Contudo, em virtude de uma crise de liquidez, a instituição teve que entregá-lo ao governo.

Por isso, em 1896, foi ocupado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que lá permaneceu até 1909. Nesse mesmo ano, abrigou a Caixa de Conversão e Amortização e, em 1946, tornou-se a sede do TSE. Em 1960, em razão da transferência da capital federal para Brasília, o espaço foi cedido ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ).

O projeto de Schreiner, inspirado na sede do Bayerische Vereinsbank (Banco da União) em Munique, na Alemanha, reflete a linguagem acadêmica originada no classicismo de Karl Friederich Schinkel e na arquitetura da renascença consagrada pela École des Beaux Arts parisiense.

Características arquitetônicas

Construído em quadrilátero retangular que ocupa 1.292 m2, o prédio combina elementos neoclássicos e barrocos com características do art nouveau, resultando em uma das mais requintadas edificações da cidade.

A fachada superior é composta por obeliscos, esculturas de Hermes, festões, armas da República e quatro estátuas de figuras mitológicas – esculpidas pelo francês Maturin Moreau e fundidas em Val D´Osnen, na França –, que representam a agricultura, a marinha, a indústria e o comércio.

Primeiro pavimento

Segundo pavimento