Moçambicanos se inspiram no sistema de votação brasileiro e elogiam urna eletrônica
Cinco técnicos do Conselho Constitucional esperam adotar o modelo no país africano pela segurança e confiabilidade

A delegação de cinco especialistas em Tecnologia da Informação e digitalização do Conselho Constitucional de Moçambique – equivalente ao TSE no país africano – visitou o Tribunal, na tarde da quinta-feira (16), e espera adotar o modelo brasileiro no país africano. Impressionados com a eficiência, a segurança e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação, os especialistas foram só elogios.
“Quero acreditar que Moçambique possa desenvolver um sistema eleitoral como o brasileiro. Somos um país jovem e estamos na fase inicial da democracia. Precisamos dar passos muito bem consolidados para um dia atingirmos o estágio em que o Brasil se encontra hoje", destacou o chefe da delegação, Adamo Rungo.
Durante a visita, a equipe moçambicana conheceu o funcionamento do processo eleitoral brasileiro, por meio do programa de intercâmbio Tobias Barreto, da Suprema Corte, com foco na troca de experiências na digitalização dos trabalhos, nos sistemas judiciais informatizados e no fortalecimento institucional entre os países.
Rungo elogiou a urna eletrônica pela segurança, integridade, lisura, transparência e velocidade da apuração nas eleições do Brasil.
“É um conjunto de elementos que funcionam de maneira harmônica. Viemos com muitas expectativas e todas foram superadas. Chegar aqui e encontrar essa grande dimensão que envolve o processo eleitoral foi uma experiência fantástica”, afirmou o chefe da delegação.
Visita guiada
Guiada pela Assessoria de Cerimonial da Presidência (ACP/TSE), a comitiva foi levada até as cúpulas do Tribunal, onde apreciou o projeto arquitetônico do edifício-sede.
O grupo conheceu a história do sistema eleitoral brasileiro na exposição “O Voto no Brasil”, que mostrou o auge da transformação nas Eleições de 1996, quando mais de 32 milhões de eleitores (um terço do eleitorado da época) votaram utilizando as urnas eletrônicas.
Na visita ao Museu do Voto, a delegação viu exemplares de urnas usadas no passado, como as de cera, que serviam de depósito para as cédulas no Período Colonial, e as urnas de madeira, metal e lona, usadas a partir do final do século XIX. Ao final, visitaram o plenário do Tribunal.
Jovem democracia
Por cinco séculos, Moçambique foi colônia de Portugal e tornou-se independente há apenas 51 anos. Essa jovem democracia busca consolidar valores e estimular a participação do eleitorado. No país, o voto é direto, secreto e facultativo. O eleitor escolhe candidatos a presidente da República, à Assembleia da República, formada por 250 deputados, às assembleias provinciais e às eleições municipais.
A gestão do processo eleitoral é comandada pelo Conselho Constitucional de Moçambique. O chefe da delegação afirmou que, após 23 anos da criação da instituição, a fase atual é de digitalização dos documentos e dos livros da biblioteca do órgão para, em seguida, tornar digitais os processos judiciais. O planejamento envolve a extensão da informatização dos procedimentos para a própria eleição do país.
AP, AM/DB

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