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Redistribuição de urnas garante mais eficiência nos locais de votação

Com base na evolução do eleitorado, Justiça Eleitoral reorganiza a distribuição dos equipamentos para aprimorar a experiência de votação

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE - Entrega de urnas eletrônicas UE 2022 aos TREs -  17.10.2023
Entrega de urnas eletrônicas UE 2022 aos TREs. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

A preparação das Eleições Gerais de 2026 envolve uma complexa operação logística para garantir que as urnas eletrônicas estejam disponíveis nos locais de votação de todo o país. Para acompanhar a evolução do eleitorado e as mudanças na quantidade de seções eleitorais, a Justiça Eleitoral realiza estudos técnicos e reorganiza a distribuição dos equipamentos entre as unidades da Federação.

Atualmente, a Justiça Eleitoral dispõe de 563.910 urnas eletrônicas aptas para utilização, incluindo equipamentos dos modelos 2013, 2015, 2020 e 2022. O quantitativo é suficiente para a realização das eleições em todo o país e inclui a reserva técnica, destinada à substituição de equipamentos em situações excepcionais.

A definição da quantidade de urnas necessárias em cada unidade da Federação ocorre após o fechamento do cadastro eleitoral e considera fatores como a evolução do eleitorado, o número de seções eleitorais e as características de cada região. Nas Eleições 2026, serão 516.785 seções, distribuídas por 2.641 zonas eleitorais em todo o país.

Atuação coordenada

O trabalho de redistribuição é realizado de forma coordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelos 27 tribunais regionais eleitorais (TREs). O objetivo é assegurar que os equipamentos estejam disponíveis onde são mais necessários, contribuindo para maior agilidade no atendimento ao eleitorado e para o melhor aproveitamento do parque de urnas da Justiça Eleitoral.

Durante o 91º Encontro do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), realizado em junho deste ano, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que a conexão entre toda a Justiça Eleitoral permitirá que os desafios enfrentados pelos regionais sejam amplamente conhecidos e compreendidos pelo TSE. O magistrado disse que os obstáculos logísticos, peculiaridades regionais e demandas por suporte administrativo e tecnológico serão tratados pelo Tribunal com a devida urgência e deferência.

“Um dos grandes desafios deste ano será, em que pese essa particularidade, reduzir o tempo de espera nos locais de votação e melhorar a experiência do eleitor”, afirmou o ministro.

A redistribuição permite que a Justiça Eleitoral ajuste a quantidade de equipamentos disponível em cada região de acordo com as necessidades identificadas nos estudos técnicos. Dessa forma, a logística das urnas acompanha as mudanças na distribuição do eleitorado e das seções eleitorais.

Como funciona a redistribuição?

O remanejamento dos equipamentos ocorre quando os estudos técnicos apontam a necessidade de adequar a quantidade de urnas disponível entre os regionais. A medida faz parte do planejamento logístico das eleições e não interfere na segurança ou na confiabilidade do sistema eletrônico de votação.

Depois de definido o quantitativo necessário para cada estado, os TREs organizam a logística de transporte. Dependendo das características geográficas e da infraestrutura de cada região, as urnas podem ser deslocadas por caminhões, embarcações, aeronaves e até helicópteros, com apoio de outros órgãos públicos quando necessário.

A logística é especialmente importante em um país de dimensões continentais, com diferentes condições de acesso e realidades regionais. O planejamento antecipado permite que os equipamentos cheguem aos locais de votação dentro dos prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

Equipamentos passam por verificações

Antes de serem utilizados nas eleições, os equipamentos passam por procedimentos públicos de preparação. Nessa etapa, são carregados os dados da eleição, realizados testes de funcionamento e aplicados os lacres de segurança.

Os procedimentos podem ser acompanhados por representantes do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos partidos políticos, das federações, das coligações e das demais entidades fiscalizadoras previstas pela Justiça Eleitoral.

Também são realizadas verificações de integridade e autenticidade dos sistemas instalados nas urnas, procedimentos que reforçam a transparência e a confiabilidade do processo eletrônico de votação.

Reserva técnica garante substituição de equipamentos

Nem todas as urnas eletrônicas disponíveis são encaminhadas aos locais de votação. Parte dos equipamentos permanece em reserva técnica, justamente para permitir a substituição rápida de uma urna que eventualmente apresente algum problema durante a votação.

A Justiça Eleitoral possui cerca de 564 mil urnas eletrônicas armazenadas nos TREs e no TSE. Existem aproximadamente 4,4 mil locais de armazenamento distribuídos pelas 26 unidades da Federação e pelo Distrito Federal.

Via de regra, esses locais devem ser climatizados, e as urnas são mantidas sobre estruturas de madeira. Os equipamentos, porém, são projetados para suportar condições ambientais adversas, como temperaturas de até 45 ºC e ambientes com 90% de umidade.

Essa resistência é importante para a logística eleitoral, já que as condições climáticas e de armazenamento variam significativamente entre as diferentes regiões do país.

No edifício-sede do TSE, em Brasília, são mantidas aproximadamente 15 mil urnas em um depósito com 2,5 mil metros quadrados, que tem possibilidade de triplicar sua capacidade. Esse conjunto integra a reserva técnica do Tribunal e pode ser utilizado para substituir equipamentos em situações especiais, como sinistros em locais de armazenamento e outros imprevistos nos TREs.

Números das Eleições 2026

  • 563.910 urnas eletrônicas estão aptas para utilização;

  • 219.998 urnas do modelo 2022 foram produzidas para renovar o parque tecnológico da Justiça Eleitoral;

  • Estão em operação os modelos 2013, 2015, 2020 e 2022;

  • 516.785 seções eleitorais serão utilizadas nas Eleições 2026;

  • As seções estarão distribuídas por 2.641 zonas eleitorais;

  • O software das urnas eletrônicas é desenvolvido integralmente pela equipe técnica do TSE.

Você sabia?

A quantidade de urnas eletrônicas disponível para as eleições é superior à quantidade de equipamentos efetivamente utilizada nos locais de votação. Isso ocorre porque parte do parque permanece em reserva técnica para permitir a substituição imediata de eventuais equipamentos que apresentem problemas durante a votação.

A estratégia garante que a Justiça Eleitoral tenha equipamentos disponíveis para situações excepcionais e contribui para a continuidade da votação sem prejuízo ao eleitorado.

AN/GO/MM

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