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TSE reúne YouTube e influenciadores digitais em ação estratégica contra a desinformação
O encontro virtual abordou a simplificação da linguagem institucional e a realização de ações conjuntas para conter fake news
Em um movimento estratégico para conter a circulação de notícias falsas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu-se com representantes do YouTube e influenciadores digitais na tarde desta quinta-feira (6). O encontro focou na simplificação da linguagem institucional e no combate à hostilidade no ambiente digital a poucos meses das Eleições Gerais de 2026.
No evento, realizado de forma virtual, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que a capilaridade dos criadores de conteúdo é uma ferramenta indispensável para a democracia.
"Passar informações e conteúdo na linguagem do cidadão é fundamental. O apelo da Justiça Eleitoral [aos influenciadores] é tirar as dúvidas que a sociedade ainda tem", afirmou o ministro, classificando o esclarecimento da população como um dos "pilares" para a consolidação da soberania popular.
Urnas inalteráveis e totalização auditável
Durante o evento, representantes técnicos do Tribunal reforçaram os mecanismos de segurança do sistema de votação. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, rebateu narrativas que tentam deslegitimar a contagem dos votos, lembrando que a Corte disponibiliza canais oficiais focados no esclarecimento sobre o funcionamento eleitoral e no combate direto à desinformação.
Valente explicou que o sistema brasileiro é "um dos mais auditáveis do mundo", detalhou o processo de contagem de votos e afirmou que os sistemas internos da urna eletrônica são completamente blindados contra adulterações.
"Embora correntes de desinformação ataquem a transmissão e a totalização centralizada dos resultados, a auditoria ocorre na própria seção eleitoral, por meio da conferência dos Boletins de Urna (BU) impressos logo após o encerramento da votação", frisou o secretário.
Combate à hostilidade
A preocupação com a polarização e a violência verbal nas redes sociais também pautou os debates. Frederico Franco Alvim, assessor especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, alertou para a complexidade de monitorar um ecossistema com "milhões de focos simultâneos de produção de informação e de interpretação da realidade".
Segundo Alvim, o papel dos influenciadores e das plataformas vai além da checagem de fatos, englobando a promoção da paz e da tolerância entre divergentes.
"A qualidade do debate público e a saúde da democracia passam pela propagação de informações confiáveis e seguras", pontuou o assessor. Ele emendou: "Como sociedade, precisamos criar novas oportunidades de compreensão. Precisamos discordar, mas sem nos agredir."
Parcerias com plataformas
Em 2026, o TSE ampliou a cooperação com plataformas digitais para fortalecer o combate à desinformação. Os acordos têm como objetivo desenvolver iniciativas conjuntas voltadas ao combate a boatos que possam comprometer a legitimidade e a integridade do processo eleitoral.
As parcerias fazem parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação do TSE, criado em 2021. A prática consolidou-se como uma política do Judiciário essencial para a saúde democrática, integrando instituições públicas e privadas em uma malha de proteção informacional e promoção da educação midiática.
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