“Em terra de fatos, fake não tem vez”: websérie estimula participação do eleitor no combate à desinformação

Série do TSE aborda os 5 Vs da desinformação, ajudando o internauta a entender como conteúdos falsos circulam e por que é preciso checar antes de compartilhar

Ilustração da Justiça Eleitoral para as Eleições 2026 com o título “V de Verdade” em destaque, c...
Identidade visual da websérie “V de Verdade – Em terra de fatos, fake não tem vez”. Arte: Secom/TSE

A websérie “V de Verdade – Em terra de fatos, fake não tem vez”, lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), traz orientações para ajudar eleitoras e eleitores a reconhecer conteúdos enganosos e a evitar a disseminação de desinformação, especialmente no contexto das eleições. Ao longo de cinco episódios, a série explica como funcionam os principais mecanismos de circulação de informações nas redes sociais e nas plataformas digitais. 

A iniciativa integra campanha da Justiça Eleitoral voltada ao combate às fake news e ao incentivo à adoção de uma postura mais crítica diante do grande volume de conteúdos consumidos diariamente. A proposta é oferecer um roteiro simples de consulta, que auxilie o público a refletir antes de compartilhar mensagens, vídeos e imagens. 

Os 5 Vs da desinformação 

A websérie apresenta em posts cinco fatores, os chamados “Vs”, que ajudam a compreender por que a desinformação se espalha com facilidade e como ela pode confundir quem a recebe. 

O primeiro deles é o volume de informações que circulam na internet. A grande quantidade de conteúdos disponíveis dificulta a distinção entre o que é verdadeiro e o que é falso, exigindo atenção redobrada do usuário. O post também aborda alguns cuidados importantes para evitar o compartilhamento de informações falsas, enganosas ou retiradas de contexto, como verificar se a notícia vem de fonte confiável e desconfiar de mensagens que pareçam exageradas, cheias de adjetivos, por exemplo. 

Outro aspecto é a variedade. Nas redes, as pessoas são expostas a inúmeros temas e formatos (textos, vídeos, imagens e áudios), o que pode dificultar a identificação de conteúdos enganosos. Quem dissemina fake news mistura, propositalmente, informações verdadeiras, falsas ou imprecisas. A postagem explica como identificar conteúdos mentirosos e traz dicas de como checar as informações ou verificar se a notícia vem de fonte confiável.    

velocidade com que as informações circulam também é um fator relevante. Conteúdos falsos podem ser produzidos e repassados rapidamente, inclusive antes que seja possível checar a sua veracidade ou refletir sobre eles. Com linguagem visual acessível e direta, o vídeo mostra que a rapidez com que a desinformação é veiculada muitas vezes supera também o tempo necessário para que o cérebro humano analise criticamente um dado. Nesse cenário, o impulso de compartilhar pode contribuir para ampliar o alcance de conteúdos enganosos. A proposta do post é alertar o público para a importância de pausar, pesquisar e checar as informações antes de repassar qualquer mensagem, vídeo ou imagem, especialmente quando o conteúdo desperta emoções intensas ou parece bastante urgente para ser verdade.    

Já a viralidade diz respeito à capacidade de determinados conteúdos de se espalharem rapidamente, alcançando grande número de pessoas em pouco tempo, o que potencializa os efeitos da desinformação. O post, que compara esse tipo de publicação a um vírus, convida o internauta a pisar no freio e a questionar a origem, o contexto e a intenção por trás de cada material. Outra orientação do vídeo é que a melhor forma de evitar que um conteúdo falso viralize é quebrando a corrente de mentiras. Ações como essas ajudam a frear a desinformação e a proteger quem está do outro lado da tela. 

Por fim, a verossimilhança trata da aparência de verdade de conteúdos falsos ou manipulados. Com o uso de recursos como a inteligência artificial (IA), esses materiais podem imitar situações reais e se tornar ainda mais convincentes para quem os consome. O vídeo destaca que, em uma simples visita às redes sociais, é possível encontrar diversos conteúdos que imitam o formato de notícias reais, com manchetes persuasivas, imagens editadas e criações de IA.  Com a grande quantidade de informações disseminadas na internet, acaba sendo comum acreditar em fake news. Por isso, o vídeo orienta o internauta a pesquisar um pouco mais sobre conteúdos que possam parecer artificiais, a consultar outras fontes e a confirmar as informações que recebeu antes de compartilhar. 

Conteúdo para orientar e prevenir 

Ao explicar esses cinco fatores, a websérie busca ampliar a compreensão sobre o ambiente informacional digital e incentivar o comportamento responsável no compartilhamento de conteúdos. A recomendação é que o eleitor sempre avalie as informações recebidas, busque fontes confiáveis e evite repassar mensagens sem verificação. 

Os episódios fazem parte de um esforço contínuo da Justiça Eleitoral para combater a desinformação e fortalecer a confiança no processo eleitoral. A campanha destaca que cada pessoa tem papel fundamental na circulação de informações corretas e na construção de um debate público mais qualificado. 

NV/LC/DB 

Leia mais:     

18.03.2026 – Último vídeo da websérie “V de Verdade” alerta: desconfie de conteúdos que possam parecer artificiais 

11.03.2026 – “V de viralidade”: websérie do TSE convida internauta a analisar conteúdo antes de compartilhá-lo  

04.03.2026 – Velocidade de compartilhamento de conteúdos é tema da websérie do TSE sobre desinformação   

25.02.2026 – Websérie do TSE alerta para riscos da desinformação em meio ao excesso de conteúdos   

18.02.2026 – “V de volume”: já está no ar o 2º episódio da websérie do TSE sobre desinformação    

12.02.2026 – TSE lança campanha para ajudar eleitores a desvendar conteúdos falsos    

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