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TSE verifica integridade dos sistemas eleitorais na véspera do 1º turno
Procedimento confirmou que sistemas instalados no Tribunal correspondem aos que foram inspecionados, assinados digitalmente e lacrados
Na véspera do 1º turno das Eleições Gerais de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, neste sábado (3), a verificação da integridade e da autenticidade dos sistemas responsáveis pela transmissão, pelo recebimento e pela totalização dos resultados. O procedimento confirmou que os programas instalados no Tribunal são os mesmos que foram inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados.
Durante a cerimônia pública, que contou com a presença do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal, foram verificados quatro sistemas: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot). Após a conferência, também foi emitida a zerésima do banco de dados de totalização para os cargos de presidente e vice-presidente da República.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, a verificação dá continuidade ao processo de fiscalização desenvolvido ao longo do ciclo eleitoral.
“Esses testes asseguram que os sistemas que estão instalados no TSE são os sistemas que foram assinados digitalmente na Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas. Portanto, são os sistemas que foram efetivamente inspecionados durante todo o ano”, explicou Júlio Valente.
Os sistemas das Eleições 2026 foram assinados digitalmente e lacrados em 4 de setembro, quando foi concluído o desenvolvimento dos programas que serão utilizados no pleito. Na ocasião, os sistemas foram assinados por representantes do TSE, da Ordem dos Advogados do Brasil do DF (OAB/DF), do Ministério Público Federal e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
Como é feita a verificação
A conferência utiliza as assinaturas digitais e os resumos digitais, também chamados de hashes, que funcionam como identificadores únicos dos arquivos. Qualquer alteração, mesmo mínima, faz com que o resumo digital seja diferente.
“O hash, ou resumo digital, identifica univocamente cada sistema, cada arquivo, de forma que, se alguma parte do arquivo, ainda que mínima, for alterada, o resumo digital não coincide mais”, explicou Júlio Valente.
Na parte técnica da cerimônia, os quatro sistemas foram inicializados e tiveram as assinaturas e os resumos digitais conferidos. As verificações foram concluídas com sucesso.
Os sistemas atuam em diferentes etapas do fluxo dos resultados, desde a transmissão e o recebimento dos arquivos produzidos pelas urnas até o acompanhamento da totalização. O Sistot foi utilizado, após a verificação, para emitir a zerésima dos cargos de presidente e vice-presidente.
Zerésima da totalização
A zerésima emitida neste sábado refere-se ao banco de dados da totalização da eleição presidencial e demonstra que não há votos registrados previamente.
“O que nós fizemos aqui foi imprimir a zerésima do banco de dados de totalização, garantindo que não há votos para os cargos de presidente e vice-presidente da República”, afirmou Valente.
O secretário explicou ainda que os tribunais regionais eleitorais realizam procedimento semelhante para os cargos estaduais. No domingo, antes do início da votação, cada urna eletrônica também imprimirá a própria zerésima.
“Assim, a gente garante que não há votos prévios para presidente da República, não há votos prévios para cargos estaduais e não há votos prévios nas urnas eletrônicas”, destacou o secretário de Tecnologia da Informação do TSE.
Teste de Integridade no TSE
A cerimônia também antecede uma novidade das Eleições 2026. Neste domingo, duas urnas eletrônicas do Distrito Federal serão submetidas ao Teste de Integridade nas dependências do TSE, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
Realizado pela Justiça Eleitoral desde 2002, o teste consiste em uma votação simulada, na qual os votos previamente registrados são posteriormente comparados com o resultado produzido pela urna.
“Como a urna não sabe se está sendo utilizada em um teste ou se está sendo utilizada de fato com eleitores, a gente recolhe algumas dessas urnas e testa durante todo o dia. Ao final do dia, a gente confere que os votos nela inseridos são exatamente os mesmos”, disse Júlio Valente.
Segundo o secretário, a novidade deste ano é a realização de parte da auditoria no próprio TSE. “Duas das urnas eletrônicas que iriam fazer os testes no âmbito do TRE-DF foram trazidas para o ambiente do Tribunal Superior Eleitoral, onde serão testadas durante todo o dia”, concluiu.
AN/GO/DB
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