TPS 2017: interessados podem acompanhar os testes sem necessidade de inscrição prévia

Jornalistas também não precisam de credenciamento

TPS

O segundo dia de desenvolvimento do Teste Público de Segurança de 2017 teve início às 9h com a chegada dos técnicos que participam como investigadores dos sistemas da urna eletrônica.

Além dos participantes inscritos, todos os interessados em acompanhar os testes podem comparecer ao terceiro andar do edifício principal do (Tribunal Superior Eleitoral TSE) sem necessidade de se inscrever previamente.

Na manhã de hoje, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) visitou o local dos testes e fez questionamentos sobre os sistemas da urna.

Perguntado sobre a importância da participação dos parlamentares durante essa fase de testes da urna, ele afirmou que considera “importantíssimo porque os parlamentares são os principais interessados e viemos aqui exatamente com a missão de acompanhar a transparência das urnas eletrônicas”.

É exatamente para solucionar as eventuais dúvidas que o TSE abre espaço para que hackers independentes e especializados possam tentar fazer diversas tentativas de fraudar os sistemas da urna. Esta é a quarta edição e apenas falhas eventuais foram apontadas e, já em seguida, corrigidas pelo TSE. Em nenhum momento, os hackers conseguiram violar o sigilo do voto ou alterar o resultado de uma votação.

O objetivo é justamente receber as contribuições desses especialistas para aprimorar ainda mais os mecanismos de segurança.

Bastidores

 

A juíza Ana Aguiar, coordenadora da Comissão Avaliadora do TPS, observou que o trabalho realizado pelos hackers é “muito dinâmico”, pois eles trazem os planos de ataque, mas podem alterá-lo ao longo do processo, além de solicitar recursos aos técnicos de Tecnologia da Informação do TSE para colocar em prática os objetivos traçados.

“É realmente uma maratona durante três dias intensos. A intenção é justamente dar transparência, fazer ser do conhecimento de quem quiser vir aqui conhecer os sistemas e também para a equipe do TSE é muito importante essa troca de informações e as contribuições. É um pessoal muito qualificado, acadêmicos que estudam e vivem isso”, disse ela.

Nesta edição estão presentes como observadores os chefes da área de TI de alguns Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Entre eles, o representante do TRE de Tocantins, Jader Gonçalves.

Em sua opinião, o TPS tem evoluído tanto na questão da presença dos investigadores, do interesse deles em conhecer o sistema de votação brasileiro, como também no escopo do próprio projeto dos testes.

“Inicialmente, estava limitado à investigação da urna eletrônica e, gradativamente, o TSE foi abrindo para outros sistemas como preparação, transmissão dos dados, e recepção dos votos. O resultado é uma democracia mais segura e mais próxima do cidadão”, enfatizou.

Um dos investigadores individuais é José Carlos, estudante de fonoaudiologia em João Pessoa, na Paraíba. Ele uniu seus conhecimentos em tecnologia com as dúvidas que alimenta sobre a votação eletrônica e se inscreveu para participar como investigador.

“Eu vi a divulgação dos testes e fiz minha inscrição. Já trabalhei na Justiça Eleitoral como mesário no estado da Paraíba e resolvi participar do teste porque surgiram dúvidas se realmente a urna poderia ser burlada, como tantos dizem”, disse ele. Seu plano de ataque tem o objetivo de investigar a biometria, que identifica o eleitor por meio das impressões digitais e também o sistema de carregamento das máquinas de votar.

Neste ano, participam do TPS quatro investigadores individuais e de três grupos, sendo um grupo com cinco, outro com quatro e, finalmente, um terceiro com três componentes, totalizando 16 participantes. O TPS ocorre durante os dias 28, 29 e 30 de novembro das 9h às 18h.

CM/TC

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