TSE lança campanha “Violência Política de Gênero Existe”

Promovida em parceira com o Observatório da Violência Política contra a Mulher, iniciativa é composta de seis vídeos que serão veiculados no YouTube

Campanha Violência política de gênero existe 11.11.2020

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estreou, nesta segunda-feira (9), no canal da Justiça Eleitoral no YouTube, a campanha “Violência Política de Gênero Existe”. A série vai abordar, em seis vídeos, as diversas formas de violência contra as mulheres no cenário político.

O conteúdo da campanha, que será veiculada durante toda esta semana, foi produzido pelo Observatório da Violência Política contra a Mulher, composto pela Transparência Eleitoral Brasil, pelo Grupo de Pesquisa Comunicação Eleitoral (PPGCom-UFPR), pelo Grupo LiderA/IDP e pelo Grupo Ágora/UFC, em parceria com a Comissão Gestora de Política de Gênero do TSE e a Assessoria de Comunicação do Tribunal.

A campanha integra as ações do programa #Participa Mulher, iniciativa criada pelo Tribunal para incentivar o protagonismo feminino na política, que é voltada também aos magistrados, magistradas e servidores da Justiça Eleitoral.

O primeiro vídeo da série aborda o tratamento desigual que as mulheres recebem no espaço político institucional. Já o segundo VT destaca como a dificuldade no acesso a financiamento desestimula a participação das mulheres na política.

O terceiro filme tem como tema as manobras para afastar as possibilidades de uma candidatura competitiva de mulheres. Por sua vez, o quarto vídeo reforça que a exclusão é forma de violência política, mostrando que, nos partidos políticos, a presença feminina em cargos de liderança ainda é pequena.

Já o quinto VT da série lembra que candidatos e eleitores também podem ser autores de violência política e devem, portanto, ficar atentos para combater a prática nas redes.

Encerrando a semana, o sexto filme, que vai ao ar no sábado (14), aborda o uso dos meios de comunicação para silenciar as candidatas, destacando que, na propaganda eleitoral ou de cunho político, a divulgação de conteúdo que reproduz estereótipos de gênero também é uma forma de violência.

Enfrentamento

O Observatório da Violência Política contra a Mulher tem como objetivo central a compilação de informações e o acompanhamento de ações de combate e prevenção à violência contra a mulher em todas as fases de seu trajeto na política.

Nos últimos dois anos, a luta para garantir maior participação das mulheres na política teve um avanço. Em 2018, o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram que os recursos públicos recebidos pelos partidos devem, obrigatoriamente, ser aplicados nas campanhas de mulheres de forma proporcional às candidaturas femininas apresentadas. Essas candidaturas, por sua vez, devem ser de, no mínimo, 30% da chapa. Com isso, o número de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados aumentou cerca de 50% em relação às eleições anteriores.

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, declarou, em seu discurso de posse, que o empoderamento feminino é um dos grandes objetivos de sua gestão. “Atrair mulheres idealistas e competentes para a política é uma importante demanda do país”, destacou.

MM/LC, DM

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