Presidente do TSE encerra evento em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Ministra Rosa Weber reforçou compromisso da Corte Eleitoral em assegurar a participação igualitária de todos no processo eleitoral

Evento em Comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, encerrou o evento de comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, realizado nesta sexta-feira (6), no Salão Nobre do edifício-sede do Tribunal, em Brasília.

Em seu discurso, Rosa Weber, que acompanhou da plateia as exposições do evento, fez uma saudação especial a todos os palestrantes, e reforçou o comprometimento da Corte Eleitoral em contribuir, de forma efetiva, para a implantação de políticas públicas com a finalidade de assegurar os direitos das pessoas com deficiência.

“O TSE, juntamente com os Tribunais Regionais Eleitorais, está empenhado em conhecer e responder às necessidades das pessoas com deficiência, a fim de assegurar-lhes o pleno exercício dos poderes políticos, a possibilidade de votar e de ser votado, na perspectiva primordial de respeito à dignidade da pessoa, autonomia individual e liberdade de escolha”, disse a presidente do Tribunal.

A magistrada salientou, ainda, que a atuação da Justiça Eleitoral se ampara nas diretrizes da Constituição e da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. “Temos claro que a acessibilidade é pilar básico dessa construção e representa a garantia de que pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou com algum tipo de necessidade especial possam participar, em igualdade de condições, do processo eleitoral”, concluiu.

Além da presidente do TSE, participaram da mesa de encerramento do evento o coordenador da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TSE e juiz auxiliar da Presidência, Fernando Mello, e a assessora-chefe de Gestão Estratégica e Socioambiental do Tribunal, Julianna Sesconetto.

Exemplos de superação

O painel que abriu os eventos comemorativos da tarde desta sexta-feira (6) abordou as formas inovadoras de acessibilidade e inclusão. Julianna Sesconetto, assessora-chefe de Gestão Estratégica e Socioambiental, mediou os debates. “Quero deixar registrada a minha alegria de estar neste momento compartilhando experiências, projetos de acessibilidade e inclusão”, disse.

A servidora pública Patrícia da Silva Andrade Alves, assistente social do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou as boas práticas utilizadas naquele órgão para inclusão e eliminação de barreiras que dificultam a execução do serviço e impedem o servidor com deficiência de ter qualidade de vida no ambiente de trabalho. O atleta paralímpico de Adestramento Equestre Thiago Fonseca contou como conseguiu superar os obstáculos advindos da sua deficiência a ponto de ganhar vários campeonatos mundiais na sua modalidade esportiva.

Francielle Christine Brandão Barbosa revelou como transpôs a limitação da tetraparaplegia, que adquiriu aos 12 anos. Hoje, aos 24, ela está finalizando o curso de Psicologia. O presidente do Instituto MeViro, Marcos Roberto Martins de Oliveira, falou sobre como se envolveu com a luta pela inclusão de pessoas com deficiência e se tornou empreendedor na área de negócios sociais. Ele disse que é possível combinar inclusão com inovação, empreender, ter lucros e ajudar pessoas com necessidades.

O último ciclo de debates do dia foi aberto pela coordenadora do Projeto DV na Trilha, Adriana Dornellas. Criada por atletas voluntários há 15 anos, a ação social capacita pessoas com deficiência visual a participar de trilhas e competições de mountain bike. “Ao longo dos anos de funcionamento do projeto, percebemos uma resposta muito positiva, tanto na pessoa com deficiência visual, quanto em nós, condutores voluntários. É muito gratificante”, afirmou a palestrante.

Por fim, os participantes do evento assistiram à exposição do advogado, educador físico e atleta paralímpico Estevão Lopes, diretor e idealizador da escola de canoagem Capital do Remo. Vítima de uma bala perdida, ele perdeu parte dos movimentos do corpo em 2012 e, após um tratamento de reabilitação no Hospital Sarah, redescobriu o esporte como forma de resgate da autoestima e superação das adversidades.

“Depois que aprendem os movimentos, os alunos têm desempenho igual ao dos remadores convencionais. A gente já vem quebrando esse paradigma de que a pessoa com deficiência é uma pobre coitada, que vive de assistencialismo. Não existe nada disso. Tendo as oportunidades, os guerreiros vão arregaçar as mangas e correr atrás”, disse o atleta.

Ao final das palestras – que foram traduzidas simultaneamente em Libras e exibidas em forma de texto em um telão montado ao lado da mesa dos palestrantes –, o público foi brindado com a apresentação do grupo de música e dança Baião de Dois, formado por alunos da Associação de Pais e Amigos Excepcionais do Distrito Federal (Apae-DF).

BA, CL/LC, DM

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