TSE irá garantir tradução para línguas indígenas nas audiências públicas sobre normas das Eleições 2026
Iniciativa inédita na Justiça Eleitoral prevê tradução simultânea e intérpretes de três línguas indígenas nas transmissões que serão realizadas de 3 a 5 de fevereiro

As audiências públicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tratar do texto preliminar das resoluções das Eleições Gerais 2026 contarão com tradução simultânea e intérpretes de línguas indígenas. A medida inédita será implementada nos dias 3 e 4 de fevereiro, a partir das 10h, e no dia 5, a partir das 11h, durante transmissão ao vivo das audiências pelo canal do TSE no YouTube.
A iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral tem como objetivo ampliar a inclusão, a diversidade e a acessibilidade. O trabalho irá envolver intérpretes das línguas Tikuna, Yaathe (Fulni-ô) e Kaingang, além de tradutores-intérpretes de Línguas Indígenas de Sinais (Tilis).
“Trata-se de um projeto-piloto, mas a intenção é que, futuramente, isso possa ser ampliado. Neste momento, porém, é muito importante para que a população indígena possa entender esse assunto, especialmente quando há, nas resoluções, temas relevantes que afetam diretamente as candidaturas indígenas”, ressaltou a titular da Assessoria de Inclusão e Diversidade (AID) do TSE, Samara Pataxó.
Diversidade linguística e representatividade
A escolha das línguas considerou critérios como número de falantes, vitalidade linguística e abrangência territorial dos povos originários representados. De acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 391 etnias e 295 línguas indígenas. Entre as quatro mais faladas, estão a língua Tikuna, com 51.978 falantes, e a Kaingang, com 27.482.
Transmissão acessível
As audiências públicas ocorrerão em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência, na sede do TSE, em Brasília, e terão transmissão ao vivo pelo canal oficial da Justiça Eleitoral no YouTube.
NV/JP/DB

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