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Eleições 2026: Senado inspeciona códigos-fonte dos sistemas eleitorais no TSE

Visita faz parte do Ciclo de Transparência Democrática. Partidos e instituições têm até setembro para analisar programas

Inspeção do código fonte pelo Senado Federal - 10.06.2026
Durante a vistoria, uma urna eletrônica foi aberta. Foto: Ana Rodrigues/Secom/TSE

O Senado Federal foi a segunda instituição a inspecionar os códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026. A verificação ocorreu na tarde desta quarta-feira (10), no edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Em maio, o partido União Brasil realizou a primeira verificação. 

A ação faz parte do Ciclo de Transparência Democrática promovido pela Justiça Eleitoral. O chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, Rodrigo Coimbra, participou da inspeção e reforçou que o sistema é auditável, transparente e seguro.  

Durante a vistoria, uma urna eletrônica foi aberta. O objetivo foi mostrar o funcionamento interno do equipamento. Em um segundo momento, a equipe técnica apresentou o software da urna e detalhou como ele foi programado.  

“Colocamos todo o software à disposição, todo o código-fonte, não só da urna, mas dos sistemas que estão em torno dela e que auxiliam na sua preparação. Além disso, mostramos como ocorrem os processos de auditoria, o transporte dos resultados, a totalização e a divulgação”, explicou Coimbra.  

O código-fonte é o conjunto de comandos escritos em linguagem de programação que determina como os programas de computador devem funcionar.  

Transparência  

A abertura dos códigos-fonte é prevista na legislação eleitoral e ocorre desde 2002. A partir de 2021, o período de fiscalização, que era de seis meses, foi ampliado para um ano antes das eleições, o que aumentou o tempo disponível para análise pelas entidades fiscalizadoras listadas no artigo 6º da Resolução TSE nº 23.673/2021. 

Segundo o TSE, a abertura dos códigos para inspeção reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a segurança da votação.   

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“O sistema está aberto para inspeção e análise para que as pessoas interessadas em conhecer e as instituições habilitadas a acompanhar esse processo possam vir aqui e entender como a eleição, o sistema e a urna funcionam”, afirma o chefe da Sevin.  

Coimbra ressalta que a urna eletrônica é uma ferramenta segura e auditável: “Esse é um equipamento brasileiro, motivo de orgulho para nós da Justiça Eleitoral e para todos os brasileiros”.  

O processo  

O acesso aos códigos-fonte dos sistemas das Eleições 2026 foi aberto pelo TSE em outubro de 2025. A medida busca ampliar a participação das instituições legitimadas no processo de fiscalização e reforçar a política de transparência adotada pela Justiça Eleitoral brasileira.  

As inspeções podem ser realizadas até setembro deste ano, antes da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. 

OA/LC/DB  

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