Corregedor parabeniza novos presidente e vice do TSE e afirma que as urnas são patrimônio da democracia

Em nome do Tribunal, ministro Antonio Carlos Ferreira saudou os colegas, que tomaram posse nesta terça (12)

Sessão solene de posse do ministro Nunes Marques na Presidência do TSE - 12.05.2026
Corregedor-geral da Justiça Eleitoral discursou em nome do TSE. Foto: Luiz Roberto/ Secom/TSE

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral (CGE), ministro Antonio Carlos Ferreira, discursou em nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (12), na sessão solene de posse dos ministros Nunes Marques e André Mendonça nos cargos de presidente e vice-presidente da Corte, respectivamenteAo parabenizar os colegas, Ferreira enfatizou a resiliência das instituições democráticas e o papel central da Justiça Eleitoral na garantia da vontade popular. 

De acordo com o corregedor, os desafios da nova gestão incluem a organização administrativa rigorosa para as Eleições Gerais de 2026 e o fortalecimento da segurança jurídica. Ferreira também fez menção à importância da participação feminina e da diversidade nos espaços de decisão. 

“Desejo ao ministro Nunes Marques uma gestão de segurança jurídica e transparência. Que o TSE continue a ser o farol da democracia brasileira nos tempos desafiadores que se avizinham”, salientou o corregedor-geral eleitoral.  

Ferreira, que exercerá a função de CGE até setembro, ainda destacou o legado da gestão anterior, sob o comando da ministra Cármen Lúcia, especialmente no que diz respeito ao combate à desinformação e ao uso abusivo de inteligência artificial (IA) durante as eleições. 

“Gostaria de saudar a ministra Cármen Lúcia, cuja gestão, que se encerra, foi marcada pelo enfrentamento corajoso das notícias falsas e pelo pioneirismo na regulação do uso de inteligência artificial no processo eleitoral. Sua dedicação à jurisdição nacional e à defesa da democracia deixa um legado de vigilância que deve ser seguido”, destacou. 

Urnas e tecnologia 

O ministro Antonio Carlos Ferreira reforçou a confiança absoluta no sistema eletrônico de votação. “Reitero aqui nossa confiança absoluta no sistema eletrônico de votação. As urnas são patrimônio da democracia e instrumento de paz social”, disse.  

Ele sublinhou que a preparação para o pleito de 2026 exige vigilância constante contra tentativas de descredibilizar o processo eleitoral. "A verdade informativa é o pilar sobre o qual se ergue a escolha livre do cidadão", afirmou.

 Cerimônia de posse da nova administração. Foto: Luiz Roberto/ Secom/TSE

Estabilidade institucional  

O ministro Nunes Marques assumiu a Presidência do TSE em cerimônia realizada no edifício-sede da Corte, em Brasília. Ele substitui a ministra Cármen Lúcia e terá como vice-presidente o ministro André Mendonça.  

Em seu discurso inaugural, Nunes Marques enfatizou o compromisso com a estabilidade institucional e a Constituição. Entre os principais desafios de sua gestão, estão a regulamentação do uso de IA nas campanhas e o combate à desinformação, temas que dominaram as discussões do Tribunal nos últimos pleitos.  

Sob a gestão de Nunes Marques, o TSE conduzirá as Eleições 2026. A sucessão obedece ao critério de antiguidade entre os ministros do STF que integram a Corte Eleitoral. De acordo com a norma, a Presidência do Tribunal é exercida em sistema de rodízio por um dos magistrados oriundos da Suprema Corte, mecanismo que assegura estabilidade institucional e alternância de poder ao longo dos ciclos eleitorais. 

OA/LC/DB 

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