Urna eletrônica é aberta para estudantes no evento dos 30 anos do equipamento

Coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE fez uma exposição e respondeu a diversas perguntas sobre o funcionamento e os componentes de segurança da urna

Foto: Luiz Roberto/TSE - Urna eletrônica é aberta para estudantes no evento dos 30 anos do equip...
Coordenador de Tecnologia Eleitoral do Tribunal, Rafael Azevedo, durante explicação sobre urna eletrônica. Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

Após a abertura da cerimônia de 30 anos da urna eletrônica, conduzida pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, o coordenador de Tecnologia Eleitoral do Tribunal, Rafael Azevedo, detalhou, no painel “Tudo sobre a urna eletrônica”, como funcionam os mecanismos de segurança que garantem a confiabilidade das urnas 

Em meio a centenas de estudantes no auditório do evento, Rafael Azevedo abriu uma urna eletrônica e mostrou todos os componentes internos do equipamento utilizado desde 1996 nas eleições do país. O coordenador respondeu a diversas perguntas e esclareceu dúvidas sobre o processo de votação e o sistema informatizado da Justiça Eleitoral. Destacou aos participantes que a urna eletrônica funciona sem qualquer acesso à internet (off-line) e que, mesmo com a urna aberta, o sigilo e a segurança do voto estão totalmente assegurados. 

Para tanto, ressaltou que é simples abrir a urna (três parafusos), mas muito complexo fraudá-la. Explicou que tanto o hardware quanto o software embarcados no equipamento são construídos para que, a qualquer detecção de alteração de integridade, os sistemas simplesmente parem de funcionar.  

Reiterou que a segurança e a transparência das urnas eletrônicas consolidaram a confiança no sistema de votação do país e a sua importância para a efetivação da democracia brasileira. Tanto que, em 30 anos de atividade, não existe sequer indício de escândalo relacionado à fraude em urna eletrônica”, afirmou. 

O coordenador também reforçou a importância do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais (Teste da Urna). Incentivou a participação de jovens, enfatizando que qualquer brasileiro acima de 18 anos pode participar do Teste da Urna, geralmente realizado no ano anterior às eleições, e simular ataques reais para verificar a segurança e a resiliência dos sistemas de votação, apuração e totalização dos votos. 

O aluno Arthur de Carvalho, de 15 anos, ressaltou que o que foi dito no painel e a visita ao TSE certamente superaram as expectativas dos estudantes. Ele acentuou que o aprendizado sobre a urna eletrônica foi muito relevante. “No começo, eu não sabia como seria, mas me surpreendi. Aprendi sobre a história da urna eletrônica e sobre os mecanismos de segurança contra fraudes que ela tem”, afirmou. 

Auditorias 

Durante o painel, Rafael Azevedo descreveu os componentes da urna eletrônica, a segurança por trás do equipamento e as etapas do processo eleitoral para a efetivação da cidadania por meio do voto. Disse que as urnas são ferramentas fundamentais para a democracia brasileira e afirmou que a participação popular no processo eleitoral é um dos alicerces da democracia.  

O coordenador informou que o sistema eletrônico dispõe de diversas camadas de segurança. Explicou que as auditorias (antes, durante e após as eleições) são oportunidades que a sociedade tem de verificar a higidez e o funcionamento da urna eletrônica. Entre elas, citou o Teste de Integridade, procedimento realizado por todos os tribunais regionais eleitorais (TREs), mediante amostragem, e que serve para demonstrar o funcionamento da captação e apuração dos votos nas urnas sob condições comuns de uso. 

MC/EM/DB 

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