Em entrevista, Gilmar Mendes diz que processo de reforma deve ser contínuo

Em entrevista, Gilmar Mendes afirma que processo de reforma deve ser contínuo

Ministro Gilmar Mendes concede entrevista coletiva durante Seminário Internacional sobre Sistema...

Em conversa com jornalistas durante o Seminário Internacional sobre Sistemas Eleitorais, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, afirmou que o processo de reforma política deve ser contínuo. Portanto, ainda que o país esteja há pouco tempo do prazo para aprovação de qualquer mudança que valha para 2018 (alteração na lei eleitoral deve ocorrer um ano antes da eleição), é preciso ao menos iniciar esse processo buscando construir um consenso.

“O que eu acho importante é que nós decretemos, de uma vez por todas, que esse modelo eleitoral proporcional de lista aberta com coligação está falido. Já deu péssimos resultados e vai continuar a dar, ainda, resultados piores. Precisamos encerrar esse ciclo e começar uma nova fase. É importante caminhar no sentido de uma reforma do sistema, o que não pode ser feito de uma vez. Certamente é um modelo complexo, mas também devemos aceitar que é preciso mudar primeiro o sistema eleitoral para então discutir o financiamento. E não discutir o financiamento para depois discutir o modelo eleitoral”, disse o ministro.

Questionado qual seria o modelo ideal a ser adotado, o ministro respondeu que essa é uma definição difícil, uma vez que deve-se levar em conta a cultura política, interação entre as Casas de representação com a própria comunidade, uma vez que a sociedade precisa entender qual é o melhor modelo.

“No entanto, é preciso parar com sofismas: dizer que o sistema eleitoral de lista aberta é um sistema em que a gente vota e escolhe o candidato é uma enganação, pois, como já disse, nós votamos em cabeça de chapa e elegermos alguém que não tem sequer 200 votos", exemplificou.

Lista fechada

Sobre a possibilidade de se aprovar o voto em lista fechada, o ministro Gilmar destacou que essa lista terá que ser transparente e, se for mal feita pelos partidos ou com maus representantes, será repudiada pela população. “Nós vimos aqui [durante o seminário] os mais diversos sistemas funcionando com listas fechadas, lista móvel, e o modelo distrital misto alemão, que tem metade em lista fechada e a outra metade com voto distrital misto. Então, os modelos são os mais variáveis possíveis. Não acredito que uma lista mal feita vai ter resultado eleitoral positivo”, esclareceu Gilmar Mendes.

Para o ministro, é preciso enfrentar a questão, "pois todos falam em reforma, mas quando se trata de mudar, a maioria não quer mudança".

“Então, precisamos decidir o que queremos. Não dá mais para continuar com esse sistema que aí está, que trouxe resultados desastrosos. Na campanha presidencial, tivemos um imenso caixa dois. É uma montanha de dinheiro que corre com todos os vícios do sistema. Então, precisamos encerrar esse ciclo, afastar o candidato do dinheiro, precisamos tomar providências que são mais ou menos óbvias”, encerrou.

CM/EM

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