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TSE realiza teste de integridade das urnas eletrônicas no Museu do Voto

Procedimento ocorre de forma simultânea nas 26 capitais e no Distrito Federal e segue durante todo o dia, com transmissão ao vivo pelo YouTube

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Foto: Reila Silva/Secom/TSE

Na manhã deste domingo (25), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou, na sala do Museu do Voto, em sua sede, em Brasília, o teste de integridade das urnas eletrônicas. A sala permaneceu lacrada até ser aberta, por volta das 7h, e a cerimônia foi transmitida pelo canal do TSE no YouTube. O procedimento ocorreu de forma simultânea nas 26 capitais e no Distrito Federal. A votação paralela começou às 8h, no horário de Brasília, e o teste continua durante todo o dia. O mesmo procedimento já havia sido realizado no 1º turno.

A explicação do passo a passo foi dada pelo juiz auxiliar da Presidência do TSE, Leonardo Hernandez. Ele destacou que qualquer eleitor pode acompanhar o teste pela internet, sem precisar se deslocar até o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de seu estado.

Urnas sorteadas e lacre

No Distrito Federal, o teste envolve 20 equipamentos: 16 serão auditados no plenário da Câmara Legislativa do DF (CLDF), dois no TSE e outros dois integram o teste com biometria, na Escola Canadense de Brasília. Todas as urnas foram retiradas de escolas da capital e sorteadas na véspera, em cerimônia na Câmara Legislativa, às 10h, com a presença de representantes de partidos políticos. Depois, foram levadas aos locais do teste e substituídas nas seções de votação. Em outras regiões do país, onde as distâncias são maiores, o transporte das urnas sorteadas costuma ser mais demorado.

Zerésima

Antes do início da votação, servidores do Tribunal emitiram a zerésima de cada urna, relatório que comprova que nenhum voto está registrado no equipamento. O documento traz também o código do município, a zona eleitoral, o local de votação e a seção, além do número de eleitores aptos (338, no caso da urna retirada para o teste), e a lista dos candidatos com seus respectivos números.

Segundo Hernandez, nas seções eleitorais de todo o país a zerésima é emitida e afixada na entrada do local de votação, em duas vias, para que qualquer pessoa possa conferir. O magistrado lembrou que o eleitor que perceber qualquer irregularidade pode pedir ao presidente da seção que o fato seja registrado em ata. Ele explicou ainda que a urna eletrônica só funciona se seus componentes estiverem íntegros: havendo adulteração, o equipamento não liga.

Voto cantado e conferência

Servidores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), previamente cadastrados, fazem o chamado “voto cantado”. Cada um lê em voz alta o voto de uma cédula de papel preenchida à mão, que é digitado na urna. A função, prevista em resolução do TSE, é semelhante à de um mesário. Todo o procedimento é filmado para fins de auditoria.

Como o 2º turno tem apenas duas disputas, para presidente da República e governador, o teste é mais simples do que o realizado no 1º turno. Ao final do dia, os votos registrados pela urna serão comparados com o conteúdo das cédulas. Os números precisam ser idênticos. Havendo divergência, a equipe verifica se houve erro de digitação ou outra irregularidade.

“Em todo o período da urna eletrônica - implantada em 1996 -, nunca foi constatada nenhuma fraude no sistema eleitoral brasileiro”, afirmou Hernandez. O juiz também alertou que é importante o eleitor conferir o número de seu candidato antes de ir votar, para evitar que um engano na digitação resulte em voto indevido.

Primeira vez no TSE

Esta é a primeira vez que o TSE realiza o teste de integridade dentro das instalações de sua sede. A iniciativa integra uma sequência de etapas de verificação do processo eleitoral: o Teste Público de Segurança, a validação dos sistemas de votação (concluída no sábado, com a presença do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques), a atualização dos sistemas nas urnas e, por fim, o teste de integridade das próprias urnas.

SM/GO/