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Teste no Maranhão reforça segurança do sistema eleitoral
Sem falhas, eleição simulada no interior maranhense atestou estabilidade da transmissão de dados eleitorais
Paulino Neves (MA) — A eleição simulada realizada neste domingo (23) no município de Paulino Neves, município distante 300 km de São Luís, encerrou-se sem qualquer registro de intercorrência técnica ou de logística. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, acompanhou pessoalmente a totalização dos votos e a emissão dos boletins de urna, atestando a estabilidade do sistema e a celeridade da transmissão de dados no litoral maranhense.
O ensaio geral — que envolveu eleitores reais, 96 mesários e o uso de urnas eletrônicas de diferentes gerações — testou o ecossistema eleitoral em locais de difícil acesso, como povoados cercados por dunas nos Pequenos Lençóis (MA).
A simulação foi classificada pela Justiça Eleitoral como "um sucesso operacional", garantindo a validação de softwares, biometria e infraestrutura de rede antes das Eleições Gerais de 2026, em outubro.
Sistema eficaz
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), desembargadora Maria Francisca Gualberto de Galiza, reafirmou a tranquilidade do teste e reforçou a mensagem de confiança e transparência dirigida ao eleitorado.
“A simulação correu tranquila, sem intercorrências técnica ou logística. A mensagem que fica para o eleitor e para o cidadão é a de que a urna eletrônica funciona e a Justiça Eleitoral trabalha com seriedade e transparência, respaldada por um corpo técnico especialista em eleições há mais de 30 anos. O sistema é transparente, auditável e seguro. Não ocorreu nada fora do previsto”, concluiu a presidente do TRE-MA.
Exercício de cidadania
A movimentação nas seções foi marcada pela rapidez e pela adesão dos moradores locais. Para a professora Josicarla dos Santos Sousa, a antecedência e o alcance da divulgação garantiram o sucesso do teste.
“A eleição foi bem divulgada nas ruas, com carros de som. Foi prático e rápido. Estou pronta para votar na eleição de outubro”, afirmou a educadora.
Além de verificar a estabilidade do sistema, e o tempo médio de atendimento, o teste simulado abriu espaço para que eleitores pudessem sanar dúvidas, entender a dinâmica das filas e testar a sequência dos números na tela do equipamento, sem a pressão do dia oficial do pleito, no próximo dia 4 de outubro.
Para a autônoma Marina Ferreira da Silva, a oportunidade de vivenciar a votação fictícia trouxe mais segurança para o momento em que o voto valer de fato. “Eu vim votar na eleição simulada para ter uma experiência. Vim treinar meu voto e saber se vou fazer tudo certo”, explicou Marina.
Resultados do teste
Vale destacar que a participação na eleição simulada é voluntária. Ao todo, 1.398 eleitores participaram da ação da Justiça Eleitoral, o que representa 9,22% do eleitorado da cidade — percentual dentro do padrão médio do evento. A totalização dos resultados foi encerrada em 14 minutos.
O processo simulado foi mais um mecanismo da Justiça Eleitoral para testar os sistemas do pleito. A votação utiliza candidaturas fictícias para reproduzir exatamente o ambiente do dia da eleição, desde a abertura das seções até a emissão do Boletim de Urna. A iniciativa nasceu no Maranhão, em 2004, e tornou-se referência para o país.
OA/GO/MM
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