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Eleições 2026: CNC é a 1ª instituição do Terceiro Setor a inspecionar códigos-fonte dos sistemas eleitorais

Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo realizou a inspeção nesta segunda (15), na sede TSE, em Brasília

Inspeção do código-fonte pela CNC 15.06.2026
Vinda da comitiva atende ao compromisso de ampliação do diálogo com a sociedade civil. Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, nesta segunda-feira (15), a visita técnica de representantes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026. Esta foi a primeira participação de uma instituição do Terceiro Setor nas atividades de inspeção dos códigos. 

A atuação da entidade soma-se à maratona de auditorias nos códigos-fonte que vêm ocorrendo na sede da Corte, em Brasília. Recentemente, foram realizadas inspeções por equipes técnicas do Senado Federal e do partido União Brasil. 

O acesso aos códigos-fonte dos sistemas das Eleições 2026 foi aberto pelo TSE em outubro de 2025. A medida busca ampliar a participação das instituições legitimadas no processo de fiscalização, bem como reforçar a política de transparência adotada pela Justiça Eleitoral brasileira.   

As inspeções podem ser realizadas até setembro deste ano, antes da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. 

Transparência 

A vinda da comitiva atende ao compromisso de ampliação do diálogo com a sociedade civil. O especialista em Tecnologia da Informação (TI) da CNC Iuri Cavalcante destacou que a presença na Corte é o primeiro contato formal da Confederação com as ferramentas de controle social do ecossistema de votação.  

“Neste momento, nossa expectativa é entender o funcionamento geral do sistema, conhecer a arquitetura e fazer um mapeamento inicial do processo”, explicou Cavalcante. 

Segundo o especialista, o plano de trabalho da instituição prevê o aprofundamento das análises nas etapas seguintes do calendário eleitoral. “Esse primeiro olhar serve para que, futuramente, possamos trazer uma equipe maior e mais especializada, capaz de contribuir de forma efetiva com esse processo de transparência, fortalecendo a confiança nas eleições”, pontuou. 

Segurança  

Os códigos-fonte dos sistemas eleitorais estão disponíveis para análise das mais de 15 entidades fiscalizadoras legitimadas a inspecionar os códigos-fonte desde outubro do ano passado, quando se iniciou o Ciclo de Transparência Democrática  Eleições 2026.  

Durante a auditoria, a Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do TSE disponibiliza o conjunto completo de softwares e algoritmos que integram os sistemas. As equipes de fiscalização externa são recebidas no edifício-sede do Tribunal, em Brasília, onde podem examinar a programação da urna eletrônica, os módulos de captação e os softwares periféricos voltados à preparação, transmissão e totalização dos resultados.

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Para Rodrigo Araújo Speller, especialista em desenvolvimento de software seguro do TSE, a autonomia e a independência do Terceiro Setor — por não integrar a iniciativa pública nem a privada — fortalecem a lisura do processo.  

“Sempre que a gente puder expor os nossos sistemas ao escrutínio público, temos a agregar”, afirmou Speller, destacando que a abertura dos sistemas permite o recebimento de questionamentos e sugestões de melhorias pela sociedade civil. 

De acordo com o especialista, o ecossistema eleitoral brasileiro é totalmente auditável. Ele citou o Boletim de Urna (BU), impresso imediatamente após o encerramento da votação nas seções, como a principal ferramenta de contraprova ao alcance do eleitor.  

“O essencial é deixar claro que todo o processo é transparente, auditável e verificável”, concluiu Speller, que convocou a sociedade a se inscrever também no Teste Público de Segurança da Urna, outra etapa de auditoria dos sistemas eleitorais. O último teste teve sua etapa final (de confirmação) concluída em maio 

O processo

A abertura dos códigos-fonte é prevista na legislação eleitoral e ocorre desde 2002. A partir de 2021, o período de fiscalização, que era de seis meses, foi ampliado para um ano antes das eleições, o que aumentou o tempo disponível para análise pelas entidades fiscalizadoras listadas no artigo 6º da Resolução TSE nº 23.673/2021 

Segundo o TSE, a abertura dos códigos para inspeção reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a segurança da votação. 


Calendário Eleitoral
 

As Eleições Gerais de 2026 ocorrerão no dia 4 de outubro ( turno). Eventual  turno para a escolha dos cargos majoritários de presidente da República e governador será realizado no dia 25 de outubro. 

OA, AN/LC/DB 

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