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Justiça Eleitoral brasileira é apresentada a delegação estrangeira durante visita educacional

Renata Gil, diretora de Assuntos Internacionais do TSE, destacou estrutura da Justiça Eleitoral, segurança das urnas e impactos da IA

Fotografia de uma sala de reuniões onde diversas pessoas formalmente vestidas estão dispostas ao...
Diretora de Assuntos Internacionais do TSE, Renata Gil participa de painel no CNJ. Foto: Gustavo Moreno/CNJ

A estrutura e o funcionamento da Justiça Eleitoral brasileira foram apresentados a 19 representantes das áreas educacional e institucional do instituto The Carter Center durante o painel “O Papel do Judiciário na Democracia Brasileira”, realizado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quarta-feira (19), em Brasília. A exposição foi conduzida pela diretora de Assuntos Internacionais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Renata Gil.  

Com foco na defesa, na proteção e no fortalecimento da democracia pelo Poder Judiciário, Renata Gil explicou a estrutura da Justiça Eleitoral brasileira e o papel desempenhado pelo TSE, pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e pelos juízes eleitorais na organização e fiscalização das eleições.  

A diretora também destacou as diferenças entre os sistemas judiciais brasileiro e estadunidense e explicou as funções administrativa, normativa e autônoma exercidas pela Justiça Eleitoral brasileira. Segundo ela, os mandatos de dois anos dos magistrados que integram os tribunais eleitorais contribuem para a independência e a renovação permanente e contínua da instituição.  

Segurança e transparência  

A segurança da urna eletrônica foi outro tema apresentado à delegação. Renata Gil destacou mecanismos de auditoria e fiscalização, como a zerésima, o Boletim de Urna (BU) e o Teste de Integridade. Ela esclareceu que os boletins de urna são disponibilizados para consulta de forma on-line, o que permite a fiscalização por partidos políticos e outros agentes do processo eleitoral. A diretora abordou ainda a organização do voto de brasileiros que vivem no exterior.  

Inteligência artificial  

As novas tecnologias e os impactos da inteligência artificial (IA) sobre o processo eleitoral também fizeram parte da apresentação. Renata Gil explicou aos participantes que a Justiça Eleitoral estabeleceu regras específicas para disciplinar o uso de IA durante as eleições, com o objetivo de proteger a integridade do processo eleitoral e a democracia.  

Missão de estudos 

A Study Mission Tour é uma iniciativa educacional organizada pelo programa Rule of Law, do The Carter Center, em conjunto com o World Justice Project. A missão promove o intercâmbio de conhecimentos e experiências sobre democracia, Estado de direito e instituições públicas. No Brasil, o programa prevê visitas a diferentes instituições para conhecer iniciativas e experiências nacionais relacionadas à defesa de princípios constitucionais.  

JC/JV/DB, com informações do Conselho Nacional de Justiça  

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