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Viralizou: é falso que um eleitor falecido em 2010 teve voto computado nas Eleições 2022
Vídeo compartilhado nas redes sociais utiliza site não oficial para confundir o eleitorado
Na quarta matéria da série "Fato ou Boato – Viralizou: saiba o que é verdadeiro sobre a urna eletrônica", o Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relembra uma notícia falsa que circula na internet desde as Eleições 2018. A alegação inverídica, que foi reciclada e rodou as redes sociais em diversos formatos, afirma que mesárias ou mesários poderiam votar no lugar de eleitores faltosos.
Até 6 de setembro, serão publicadas no Portal do TSE 11 matérias que desmentem boatos como esse, sempre às segundas e quintas. A iniciativa integra as ações da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que foi realizada entre 3 e 9 de agosto, com o objetivo de aproximar ainda mais a Justiça Eleitoral da sociedade.
O que diz o conteúdo falso?
Após o 2º turno das Eleições Gerais de 2022, uma mulher gravou um vídeo afirmando que seu marido, falecido em 2010, teve o voto computado no pleito. Para sustentar a alegação, ela filmou a certidão de óbito do homem enquanto consultava o site Veja Seu Voto. A página falsa enganou muitos usuários com a promessa de revelar, apenas com o número do CPF, em quem o eleitor teria votado.
Por que é boato?
Todas as informações do vídeo são falsas. Em consulta ao Cadastro Nacional de Eleitores, verificou-se que o título eleitoral do cidadão mencionado no vídeo foi cancelado pela Justiça Eleitoral em 2010, mesmo ano de seu falecimento.
Mensalmente, os cartórios de registro civil informam aos cartórios eleitorais os óbitos registrados no mês anterior. A partir dessa comunicação, a Justiça Eleitoral cancela o título da pessoa falecida, o que torna improvável que alguém vote utilizando os dados de um eleitor morto.
Dá para saber em quem o eleitor votou?
Também é falsa a alegação de que seja possível identificar em quem uma pessoa votou. O voto registrado na urna eletrônica é sigiloso e inviolável, como determina a Constituição Federal. Por esse motivo, não é possível conhecer o voto de cada eleitora ou eleitor. Nem o TSE tem acesso a essa informação.
O site Veja Seu Voto não era oficial e não utilizava qualquer informação coletada ou gerada pela Justiça Eleitoral. Seu sistema retornava resultados para qualquer número informado, inclusive quando a busca não correspondia a um CPF válido.
Por isso, os supostos votos exibidos pela plataforma eram falsos, inventados e não tinham qualquer relação com o sistema eletrônico de votação.
Proteja seus dados
A Justiça Eleitoral orienta eleitoras e eleitores a não informarem dados pessoais – como CPF e título eleitoral – em sites sem procedência conhecida, pois há risco de uso indevido dessas informações.
Fato ou Boato
Os esclarecimentos da Justiça Eleitoral são publicados na página Fato ou Boato desde 2020 para fornecer informações verdadeiras e confiáveis sobre o processo eleitoral. A iniciativa integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação, que reúne mais de 70 instituições para combater conteúdos falsos relacionados à democracia.
BA/LC/DB
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