Internacional

O Tribunal Superior Eleitoral detém as prerrogativas para o relacionamento internacional da Justiça Eleitoral brasileira e, por meio das atividades de cooperação e troca de experiências, tem ajudado a consolidar mundialmente a imagem do Brasil como um país de vanguarda em termos de tecnologia e processos eleitorais.
Por meio de sua Diretoria de Assuntos Internacionais, o TSE se relaciona com instituições eleitorais de outros países e organismos internacionais compartilhando o modelo brasileiro de votação eletrônica e a experiência da Justiça Eleitoral em matéria de segurança eleitoral, biometria, combate à desinformação, entre outras. Assim é que, induzidos pelos princípios básicos de transparência e de aperfeiçoamento tecnológico continuado, multiplicaram-se nesses últimos anos os intercâmbios e ações proativas do Tribunal junto a organismos internacionais especializados e entidades jurisdicionais e de gestão eleitoral estrangeiras.
Além de manter relações fluidas e cordiais com os órgãos jurisdicionais e de gestão eleitoral das nações amigas, a Corte tem o privilégio de contribuir para o trabalho de diversos organismos internacionais dedicados à promoção da democracia e das eleições, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE), entre outras instituições.
Dentre as atividades do relacionamento internacional da Justiça Eleitoral brasileira, destaca-se a participação de Ministros e especialistas da Corte em conferências e missões de observação eleitoral no exterior. Cabe igualmente ao Tribunal realizar a recepção no Brasil de delegações estrangeiras, autoridades e especialistas eleitorais de outros países interessados no funcionamento da Justiça Eleitoral brasileira.
A cada ciclo eleitoral, compete à DAIN organizar a realização das Missões de Observação Eleitoral (MOEs) e do Programa de Convidados Internacionais, assuntos tratados nas próximas abas.


As Missões de Observação Eleitoral (MOE) constituem um mecanismo importante de transparência das eleições brasileiras, sendo conduzidas em conformidade com a Resolução TSE nº 23.678/2021 que, no âmbito da Justiça Eleitoral, define as diretrizes e procedimentos a serem seguidos por representantes de instituições que tenham interesse em participar como observadores.
As Missões têm por finalidade contribuir para o aperfeiçoamento do processo eleitoral e ampliar a transparência, bem como fortalecer a confiança pública nas eleições.
- Acompanhamento sistêmico: os observadores acompanham desde o desenvolvimento e a especificação dos sistemas eleitorais nos tribunais até o dia da votação e a diplomação das candidaturas eleitas.
- Verificação de imparcialidade: avaliação técnica rigorosa sobre a condução administrativa e a logística operacional implementada pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e pelas zonas eleitorais.
- Garantia de acessos: a legislação assegura que as missões tenham acesso integral aos locais de votação, às seções eleitorais, às juntas de transmissão, à apuração e à própria totalização de dados no TSE.
Missões Eleições 2026
Edital de Chamamento Público para Credenciamento de Missões Eleitorais (formato PDF)
Portaria TSE n.º 453/2026 - Torna público o credenciamento de entidades que realizarão Missões de Observação Eleitoral Nacional nas Eleições de 2026.
Acesso ao sistema de credenciamento
Missões Internacionais confirmadas
Para garantir ampla representação geográfica, (com instituições da União Europeia, Américas, Ásia, África e Oceania), as seguintes organizações internacionais enviarão observadores para o pleito de 2026:
- Organização dos Estados Americanos (OEA);
- Parlamento do Mercosul (Parlasul);
- Rede dos Órgãos de Jurisdição e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP);
- União Europeia (UE);
- Liga dos Estados Árabes (LEA);
- União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore);
- Carter Center;
- e a confirmar, União Africana (UA).
Missões anteriores
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Boletins
Boletim da Diretoria de Assuntos Internacionais
Edição 1 - Missão no Peru (4 a 7 de junho de 2026)
Edição 2 - Debatendo o Brasil Brazilian Report e Novo Selo Comunicação (16 de junho de 2026)
Edição 3 - Dia da Eleição (Colômbia) (21 de junho de 2026)
Edição 4 - Visita ao Museu do voto (20 de julho de 2026)
Edição 5 - Eleições 2026 (30 de julho de 2026)
Edição 6 - Eleições 2026 (31 de julho de 2026)
Edição 7 - Eleições 2026 (17 de agosto de 2026)
Edição 8 - Eleições 2026 (28 de agosto de 2026)

Coordenação de Programas para Convidados Internacionais: a Diretoria planeja e executa programas para receber autoridades, diplomatas e especialistas estrangeiros interessados em conhecer o sistema eleitoral brasileiro. Essa atividade é feita em parceria com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e possui caráter puramente institucional, não se confundindo com as Missões de Observação Eleitoral (MOEs).
Articulação com Organismos Globais: a unidade centraliza a representação do TSE no exterior e atua como o ponto focal oficial do Brasil junto ao Instituto para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA Internacional). Ela também coordena a participação da Corte em importantes fóruns multilaterais, como a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), o Protocolo de Quito, os Encontros Interamericanos de Autoridades Eleitorais realizados pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Associação de Magistradas Eleitorais Ibero-Americanas (Amea), além da Association of World Bodies (AWEB), na qualidade de membro.
Divulgação do Sistema Eleitoral: cabe à DAIN promover e difundir as informações técnicas sobre a urna eletrônica e a governança das eleições brasileiras, intermediando o intercâmbio de boas práticas com órgãos eleitorais de outros países.
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