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CGU conclui inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais para as Eleições 2026
Representantes do órgão estiveram no TSE nos dias 20 e 21 de agosto para verificar os sistemas que serão utilizados no processo eleitoral
Técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) concluíram, nesta sexta-feira (21), a inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026. A verificação foi realizada ao longo de dois dias, 20 e 21 de agosto, na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, como parte do Ciclo de Transparência Democrática promovido pela Justiça Eleitoral.
A ação integra o conjunto de auditorias realizadas por instituições fiscalizadoras habilitadas a acompanhar o desenvolvimento dos sistemas eleitorais. Durante a inspeção, a equipe técnica da CGU analisou a programação da urna eletrônica, os módulos de captação e os softwares responsáveis pela preparação, transmissão e totalização dos resultados.
A inspeção foi acompanhada pelo chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, Rodrigo Coimbra, que reforçou o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência do processo.
“Durante a inspeção, a gente abre todo o sistema e disponibiliza todo o código-fonte para as entidades fiscalizadoras. É uma oportunidade para que elas entendam como uma eleição funciona e como os sistemas foram programados e [para que] tenham a confiança de que a eleição vai ser segura", explicou Coimbra.
Ricardo Peres, auditor federal de Finanças e Controle da CGU, ressaltou que a participação de instituições dos Três Poderes e da sociedade civil na inspeção dos códigos-fonte da urna eletrônica é fundamental para garantir a transparência e a lisura de todo o processo eleitoral.
"Acho que quanto mais entidades fiscalizadoras participarem, mais o processo eleitoral sairá fortalecido", pontuou. "O que mais me chamou atenção durante a inspeção foi a evolução dos códigos. Ter a oportunidade de analisar os códigos e ver a urna por dentro é um dos momentos mais importantes do processo de fiscalização", concluiu.
A abertura dos códigos-fonte é prevista na legislação eleitoral e ocorre desde 2002. A partir de 2021, o período de fiscalização, que era de seis meses, foi ampliado para um ano antes das eleições, o que aumentou o tempo disponível para análise pelas entidades fiscalizadoras previstas no artigo 6º da Resolução TSE nº 23.673/2021.
O processo
O acesso aos códigos-fonte dos sistemas das Eleições 2026 foi aberto pelo TSE em outubro de 2025. A medida busca ampliar a participação das instituições legitimadas no processo de fiscalização e fortalecer a política de transparência adotada pela Justiça Eleitoral brasileira.
As inspeções podem ser realizadas até setembro deste ano, antes da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, etapa em que os programas são oficialmente finalizados para utilização nas eleições.
JC/LC/DB
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