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CGE nega pedido do candidato Flávio Bolsonaro para suspender mensagens do governo federal

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva considerou não haver conteúdo político nas mensagens e que pedido coloca em risco a comunicação de utilidade pública

Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE –Fachada do TSE- 2025
Sede do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, negou, nesta quinta-feira (22), pedido do candidato Flávio Bolsonaro para suspender o envio de mensagens por canais oficiais do governo federal, como Gov.br e WhatsApp. Na decisão, o ministro considerou que a solicitação tem alcance excessivo e poderia interromper comunicações de utilidade pública, inclusive orientações sobre saúde, benefícios e proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Na ação, Flávio alega que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, utilizaram a estrutura pública para favorecer a candidatura à reeleição. Questiona mensagens sobre programas e serviços, como Bolsa Família, Farmácia Popular e prova de vida do INSS. Além da suspensão dos envios, pediu a retirada da marca e do slogan “União e Reconstrução” das contas oficiais, a apresentação de documentos e a preservação de registros digitais. 

Ao analisar o pedido, Cueva afirmou que as mensagens apresentadas têm, em exame preliminar, conteúdo aparentemente informativo, sem referências a candidaturas, pedidos de voto ou manifestações de apoio eleitoral. Como exemplo da amplitude da solicitação, citou uma comunicação sobre o Disque 100, destinado a denúncias de violações de direitos humanos. “A legislação eleitoral não impõe a paralisação dos serviços públicos nem impede a transmissão de informações necessárias à sua execução”, destacou. 

O corregedor também negou a retirada da marca e do slogan e os pedidos de apresentação de autorizações e requisição imediata de documentos. Quanto à preservação de dados, concedeu até 48 horas para que Flávio especifique quais registros pretende conservar e quem deverá fazê-lo. A ação terá continuidade, com prazo de cinco dias para os investigados apresentarem defesa. O ministro ressaltou que a negativa das medidas urgentes não autoriza publicidade irregular ou uso de recursos públicos em benefício de candidatura. 

Confira a decisão na íntegra.

Processo: AIJE nº 0603241-16.2026.6.00.0000

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